sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008


Natural é viver bem

Essencial sem você

Minutos mais

De tristeza pra conter

Mas espero pra deixar minhas razões



Os mil descuidados

Os mil descasos

Algum fio que restou de ilusão

O mar que aqui se fez

A dor em liquidez

Vou sair do litoral

Quando as lágrimas secarem pra você


Vou inventar alguém

Que me faça rir de tudo

Que invada a minha solidão

Vou pedir alguém

Reinventar o meu amor

Eu vou viver de mim

No inverso dessa insensatez

Que um dia pode me levar


Nada mal encontrar alguém assim

Sentimental como eu sou

Bom demais no avesso de você

Só fiquei pra devolver as aflições


Os mil descuidados

Os mil descasos

Algum fio que restou de ilusão

O mar que aqui se fez

A dor em liquidez

Vou sair do litoral

Quando as lágrimas secarem pra você


Vou inventar alguém

Que me faça rir de tudo

Que invada a minha solidão

Vou pedir alguém

Reinventar o meu amor

Eu vou viver de mim

No inverso dessa insensatez

Que um dia pode me levar

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Esperanças....



Não há regras...

não há controle...

apenas acontece!

Você não consegue resistir

por mais que tente fugir,

ele chega para você

este amor que lhe tem de pertencer!


Não há distância que impeça,

não há ausência que afaste,

apenas acontece!

Você não consegue deixar de sentir,

por mais que tente impedir,

ela fica em você,

esta saudade que faz sofrer!


E assim...

o amor e a saudade

vão caminhando,

crescendo...

se avolumando,

juntamente com a esperança.


Esta esperança que faz acreditar,

na realização desse amor.

Um amor que parece impossível de acontecer,

mas que lhe está destinado,

no momento certo você vai viver!


E a saudade??

Já não vai mais existir,

já não vai mais fazer sofrer...

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Esquecimento



Quando eu te conheci, andava tão desprevinida

Que nem ouvi tocar o alarme do perigo

Foi me conquistando devagar

E quando vi, já não tinha como recuar


Seus olhos buscaram os meus

Foi só por um segundo

Todo o tempo do mundo

E o mundo todo se perdeu


E foi assim que nos juntamos, distraídos

No começo tudo é muito divertido

Mas sempre tinha um amigo pra falar

Que nosso amor não foi feito para durar


Hoje eu tô sozinha

E pensei que tinha parado

Parado de te esperar

Parado de ligar só pra você


Até os erros já parecem ter sentido

Mas meu desejo não deseja se calar

Desesperar também não vou

Mas não tem jeito, eu não sei como esperar


Não mandei você ir embora

Nem falei que podia me esquecer

Vou sorrir pra tristeza agora

Vou viver os meus dias sem você


O tempo do passado tá em outro tempo

Lembrando de nós dois num instante que não pára

Viver é um livro de esquecimento

Eu só quero lembrar de você até perder a memória

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Partes de mim...


Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio.

Que a morte de tudo que eu acredito não me tape os ouvidos e a boca.


Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio.


Que a música que eu ouço ao longe seja linda, ainda, que triste.

Que o homem que eu amo seja sempre amado, mesmo que distante.


Porque metade de mim é partida mas outra metade é saudade.


Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor, apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimento.


Porque metade de mim é o que eu ouço, mas a outra metade é o que calo.


Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço.

Que essa tensão que me coroe por dentro seja um dia recompensada.


Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.


Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável. Que o espelho reflita em meu rosto o doce sorriso que eu me lembro de ter dado na infância.


Porque metade de mim é a lembrança do que eu fui, a outra metade eu não sei ...


Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me aquietar o espírito.

E que o teu silêncio me fale cada vez mais.


Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço.


Que a arte nos apronte uma resposta, mesmo que ela não saiba, e que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer.


Porque metade de mim é platéia e a outra metade, a canção.


E que a minha loucura seja perdoada.


Porque metade de mim é amor e a outra metade também !

sábado, 15 de dezembro de 2007

Quem sou???


Sou todas as coisas que procuro.

Sou todas as coisas que não encontrei ainda.

Sou tudo aquilo que tive o privilégio de encontrare as próprias coisas que a mim me encontraram.
Sou todas as coisas com que sonho.

Sou os sonhos que vagueiam em mim.

Sou os sorrisos que ofereço sem pedido.

Sou as lágrimas que escorrem sem pedir licença.
Sou as memórias que me fazem sorrir.

Sou o sorriso dessas mesmas memórias.

Sou as lágrimas provocadas pelas feridas que teimam em não cicatrizar.

Sou as feridas que querem cicatrizar e eu não permito.
Sou todas as pessoas que por mim passaram.

Sou todas as pessoas que em mim ficaram.

Sou todas as pessoas que em mim não permaneceram.
Sou todos os momentos especiais que vivi.

Sou parte do especial desses mesmos momentos.

Sou todos os acontecimentos que seria melhor esquecer.

Mas eu sou também esse esquecimento que eu não me permito ter.
Sou todos os pequenos gestos que faço.

Sou todos os pequenos toques que recebo.

Sou as carícias que faço e me retribuem.

Sou todos os pequenos roçar de pele que me fizeram arrepiar.
Sou os beijos que dei.

E os imensos beijos que ficaram por dar.

Sou grandes beijos que irei dar.

Sou as palavras que disse.

Sou as palavras que ficaram por dizer.
Sou todos os amigos que tenho.

Sou todos os amigos que irei ter.

Sou todos os amigos que irei conservar.
Sou todo o amor que ofereci.

Sou todo o amor que me ofereceram.

Sou todo o amor que me escapou.

Sou todo o amor que não encontrei.
Sou todo o amor que procuro.

Sou todo o amor que encontrarei.

Serei o amor que irás encontrar.
O que sou eu, então?

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007


É tão dificil entender
Que eu já não vejo em você
Aquele alguém que eu conheci
E me apaixonei


Já não consigo suportar
Você querendo me tocar
O meu desejo, a sua voz
O que aconteceu?

Fechar os olhos e sentir
Que eu vivo bem com a solidão
Dessa vez não posso mais mentir
Pra te proteger, tente entender

E se eu não quero mais você
Espero o dia amanhecer
E o que tiver que ser será


E quando o sol aparecer
Seu coração vai te dizer
Que o que tiver que ser será


Até um sonho tem seu fim
Eu tambem vou cuidar de mim
E o que tiver que ser será


Se um dia eu quis, por que será
Que nem suporto mais te olhar?
Já não consigo mais te ver, no que acreditei


Por que não tenta me esquecer
E deixar o tempo resolver
Esse vazio que te faz
Viver do que passou

Fechar os olhos e sentir
Que eu vivo bem com a solidão
Dessa vez não posso mais mentir
Pra te proteger, tente entender

E se eu não quero mais você
Espero o dia amanhecer
E o que tiver que ser será

E quando o sol aparecer
Seu coração vai te dizer
Que o que tiver que ser será

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Você está certo!


Você tem razão

Quando diz que não esqueci

Mas hoje meu pensamento voa longe

E eu me sinto tão sem jeito


É verdade, você tem razão

A mágoa só dura enquanto gostamos

Mágoa é dor... isso eu sei

Nada a ver com paixão.


É, será que você está certo?

Já não dá pra dizer que sinto saudades do passado

Logo eu, que não sei disfarçar a saudade

Mas só de pensar no hoje, o antes fica cada vez mais longe


Quando me sinto assim

Volto a ter 15 anos

Começando tudo de novo

Vivendo e não aprendendo


E se por um lado você prefere calar

E inventar, sem viver, sem tentar

Eu gosto é de falar...

Pois só sonhos não vão te trazer


Então, começo tudo de novo?

O tempo tentar te apagar?


Pode ser que você esteja certo

Mas pra que tanta explicação

Tudo se encaixa em seu lugar

Deixa o passado passar


Certo ou incerto

Enquanto você me fizer servir

Enquanto eu tiver um pouco de você

Eu estarei bem aqui

Laviolete

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Espera


De onde vai nascer


A estrela que vai te trazer?


Onde vai brilhar os seus olhos,


Me diz que eu vou te buscar...


Diz aonde vai estar


Largo tudo e vou te encontrar!


Já está escuro


E você ainda não ligou...


De onde vai surgir?


De um raio de sol


Ou numa folha que o vento leva e trás...


De onde você vai surgir


Estou pronta pra lhe amar.


As estrelas vão denunciar o esconderijo


Que te guarda pra mim.


Os meus olhos irão te entregar todos os meus sonhos


E finalmente vou viver esse amor,


Sem que uma nuvem cubra a mais linda estrela...


A nossa estrela,


A que protege o nosso amor.


De onde você vai surgir?


Juro que dessa vez não vou fugir,


Vou te amar


Sem pensar...

Laviolete

domingo, 25 de novembro de 2007

Me perdoa


Perdoa, meu amor, perdoa

Perdoa, eu bem sei que errei

Perdoa, meu amor, perdoa

Perdoa se lhe magoei


A minha vida era só melancolia

Até você me aparecer um dia

Como se fosse uma rosa fugidia

Fez dos meus sonhos esta louca fantasia


Ainda sinto o seu perfume encantador

E nos meus lábios, os teus beijos sedutores

Perdoa, meu amor, perdoa

Perdoa se me tens amor

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Chapeuzinho Vermelho


Certo dia, a mãe de uma menina mandou que ela levasse um pouco de pão e leite para sua avó. Quando caminhava pela floresta, um lobo aproximou-se e perguntou-lhe onde ia.


_ Para a casa da vovó.

_ Por qual caminho, o dos alfinetes ou o das agulhas?

_ O das agulha.


O lobo seguiu pelo caminho dos alfinetes e chegou primeiro à casa. Matou a avó, despejou seu sangue numa garrafa, cortou a carne em fatias e colocou numa travessa. Depois, vestiu sua roupa de dormir e deitou-se na cama, à espera.


Pa, pam.


_ Entre querida.

_ Olá, vovó. Trouxe um pouco de pão e leite.

_ Sirva-se também, querida. Há carne e vinho na copa.


A menina comeu o que foi oferecido, enquanto um gatinho dizia: "menina perdida! Comer a carne e beber o sangue da avó!".


Então, o lobo disse:

_ Tire a roupa e deite-se comigo.

_ Onde ponho meu avental?

_ Jogue no fogo. Você não vai precisar mais dele.


Para cada peça de roupa (...) a menina fazia a mesma pergunta, e a cada vez o lobo respondia:


_ Jogue no fogo..


(etc).Quando a menina se deitou na cama, disse:


_ Ah, vovó! Como você é peluda!

_ É para me manter mais aquecida, querida.

_ Ah, vovó! Que ombros largos você tem!(etc., etc., nos moldes do diálogo conhecido, até o clássico desfecho):

_ Ah, vovó! Que dentes grandes você tem!

_É para comer melhor você, querida.


E ele a devorou.