sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Que homem é este??



Que homem é este....

que chegou de mansinho e bagunçou os meus sentimentos?

Que vontade de abrir minhas asas,

pousá-las sobre ti suavemente,

sem pressa, te cobrindo de carinho.

Que vontade de renunciar ao medo,

acender o meu corpo no teu,

rastrear os teus segredos, te sondar devagarzinho.

Que vontade de matar a minha vontade,

fazer tanto me querer até que cada pedacinho da minha vontade em ti eu possa praticar.

Que vontade de te despir bem de mansinho,

sentir teu corpo me conduzindo até onde a tua vontade me levar.

Que vontade de provar o teu cheiro,

tocar a tua pele, encostar minha boca na tua,

tateando fundo, até onde o teu desejo me puxar.

Que vontade de nas tuas curvas me encaixar,

nas suas coxas me enroscar,

do mundo eu me esquecer,

te amando muito mais,

a cada espasmo de prazer.
*** rsrsrs.... um elefante gorducho com sua menina ***

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Quero ser a noite




Já não me basta este corpo de carne

E já me doem lembranças desta vida

Eu quero ser a noite, em todo seu esplendor

Quero ser o céu escuro que te cobre nas noites sem lua

Já não me basta esta beleza limitada

Essas paixões de memórias

Este corpo de vida curta

Não quero ser lembrada

Não quero ser esquecida

Não quero estar aqui

Eu quero ser

Apenas ser

E sempre ser

Eu quero que me sintas, me toques, me vejas

E eu não estarei lá

Não quero estar ao teu lado para que apenas assim penses em mim

Eu quero ser a noite, em todo seu esplendor

A noite de beleza eterna

Quero ser a brisa que te toca todas as manhãs

Que te traz noticias de além mar

Eu quero ser o manto negro que te cobre ao final de todas as tardes

Eu quero ser a noite

Quero ser para sempre

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

espera, amor, nossa temporada das flores


Que saudade!
Agora me aguardem
Chegaram às tardes de sol a pino
Pelas ruas
Flores e amigos
Me encontram vestindo
Meu melhor sorriso
Eu passei um tempo
Andando no escuro
Procurando
Não achar as respostas
Eu era a causa
E a saída de tudo
E eu cavei como um túnel
Meu caminho de volta
Me espera, amor
Que eu estou chegando
Depois do inverno
É a vida em cores
Espera, amor
Nossa temporada das flores
Eu te trago
Um milhão de presentes
Que eu achava
Que já tinha perdido
Mas estavam
Na mesma gaveta
Que o calor das pessoas
E o amor pela vida
Me espera
Estou chegando com fome
Preparando o campo
E a alma pras flores
E quando ouvir
Alguém falar no meu nome
Eu te juro que pode
Acreditar nos rumores
Me espera, amor
Que eu estou chegando
Depois do inverno
É a vida em cores
Espera, amor
Nossa temporada das flores
Me espera, amor
Que eu estou chegando
Depois do inverno
É a vida em cores
Espera, amor
Nossa temporada das flores
Me espera, amor
Que eu estou chegando
Depois do inverno
É a vida em cores
Espera, amor
Nossa temporada das flores
Me espera, amor
Que eu estou chegando
Depois do inverno
É a vida em cores
Espera, amor
Nossa temporada das flores
Que saudade!
Agora me aguardem
Chegaram às tardes de sol a pino.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

máscara


Vislumbro os teus olhos


Através da máscara


Sinto o coração a acelerar


Fortemente a palpitar no peito


E a boca lentamente a secar...





Observo com intensidade


O teu sorriso sedutor


Gela os meus sentidos


Deixa-me hipnotizada


Diria quase encantada...





Tu não me vês...


Não registra os meus olhares


Caminhas altivo em frente


E sem me aperceber


Sinto-me demente...





Fiquei por ti enfeitiçada


Saio do meu esconderijo


Flutuo até ti, enlevada


Pelo som da tua voz


E eis que te toco...





Sim....


Quero sentir o teu calor


Nem que seja fugazmente


E dar asas a este meu ardor


Que me queima por dentro





Iludida pela tua máscara


Navego pelo fundo do teu olhar


Mergulho nas suas profundezas


Acaricio o teu rosto


Querendo essa máscara tirar.















sexta-feira, 12 de setembro de 2008

minha flor...minha menina


Meu amor minha flor minha menina
Solidão não cura com aspirina
Tanto que eu queria o teu amor
Vem me trazer calor, fervor, fervura
Me vestir do terno da ternura
Sexo também é bom negócio
O melhor da vida é isso e ócio
Isso é ócio
Minha cara, minha Carolina
A saudade ainda vai bater no teto
Até um canalha precisa de afeto
Dor não cura com penicilina
Meu amor minha flor minha menina
Tanto que eu queria o teu amor
Tanto amor em mim como um quebranto
Tanto amor em mim, em ti nem tanto
Minha cora minha coralina
mais que um goiás de amor carrego
destino de violeiro cego
Há mais solidão no aeroporto
Que num quarto de hotel barato
Antes o atrito que o contrato
Telefone não basta ao desejo
O que mais invejo é o que não vejo
O céu é azul, o mar também
Se bem que o mar as vezes muda,
Não suporto livros de auto-ajuda
Vem me ajudar, me dá seu bem
Meu amor minha flor minha menina
Tanto que eu queria o teu amor
Tanto amor em mim como um quebranto
Tanto amor em mim, em ti nem tanto

terça-feira, 2 de setembro de 2008

AMOR DE RENÚNCIA


Não quero entrar para a história

como a heroína incansável do amor.

Quero coisas reais:

beijos, transas, cheiro, sabor...

Cansei de crer nesse amor impossível(e só Deus sabe o quanto eu cri)

Cansei de lamentar a sua partida(e eu bem sei o quanto sofri)

Não me arrependo de nada

nem de um só esforço.

Ainda que eu soubesse o final

faria tudo de novo.

Apenas cansei de esperar.

Quero trégua, livramento...

Renuncio ao meu amor por ti

nesse exato momento.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

A morte da tartaruga


O menininho foi ao quintal e voltou chorando: a tartaruga tinha morrido.

A mãe foi ao quintal com ele, mexeu na tartaruga com um pau (tinha nojo daquele bicho) e constatou que a tartaruga tinha morrido mesmo.

Diante da confirmação da mãe, o garoto pôs-se a chorar ainda com mais força.

A mãe a princípio ficou penalizada, mas logo começou a ficar aborrecida com o choro do menino.

"Cuidado, senão você acorda o seu pai".

Mas o menino não se conformava. Pegou a tartaruga no colo e pôs-se a acariciar-lhe o casco duro.

A mãe disse que comprava outra, mas ele respondeu que não queria, queria aquela, viva!

A mãe lhe prometeu um carrinho, um velocípede, lhe prometeu uma surra, mas o pobre menino parecia estar mesmo profundamente abalado com a morte do seu animalzinho de estimação.

Afinal, com tanto choro, o pai acordou lá dentro, e veio, estremunhado, ver de que se tratava.

O menino mostrou-lhe a tartaruga morta.

A mãe disse: - "Está aí assim há meia hora, chorando que nem maluco. Não sei mais o que fazer. Já lhe prometi tudo mas ele continua berrando desse jeito".

O pai examinou a situação e propôs: - "Olha, Henriquinho. Se a tartaruga está morta não adianta mesmo você chorar. Deixa ela aí e vem cá com o pai".

O garoto depôs cuidadosamente a tartaruga junto do tanque e seguiu o pai, pela mão.

O pai sentou-se na poltrona, botou o garoto no colo e disse: - "Eu sei que você sente muito a morte da tartaruguinha. Eu também gostava muito dela. Mas nós vamos fazer pra ela um grande funeral".(Empregou de propósito a palavra difícil).

O menininho parou imediatamente de chorar. "Que é funeral? "

O pai lhe explicou que era um enterro. "Olha, nós vamos à rua, compramos uma caixa bem bonita, bastante balas, bombons, doces e voltamos para casa. Depois botamos a tartaruga na caixa em cima da mesa da cozinha e rodeamos de velinhas de aniversário. Aí convidamos os meninos da vizinhança, acendemos as velinhas, cantamos o "Happy-Birth-Day-To-You" pra tartaruguinha morta e você assopra as velas. Depois pegamos a caixa, abrimos um buraco no fundo do quintal, enterramos a tartaruguinha e botamos uma pedra em cima com o nome dela e o dia em que ela morreu. Isso é que é funeral! Vamos fazer isso? "

O garotinho estava com outra cara. "Vamos papai, vamos! A tartaruguinha vai ficar contente lá no céu, não vai? Olha, eu vou apanhar ela".

Saiu correndo. Enquanto o pai se vestia, ouviu um grito no quintal. "Papai, papai, vem cá, ela está viva! O pai correu pro quintal e constatou que era verdade.

A tartaruga estava andando de novo, normalmente. "Que bom, hein?" - disse - "Ela está viva! Não vamos ter que fazer o funeral!" "Vamos sim, papai" - disse o menino ansioso, pegando uma pedra bem grande - "Eu mato ela".

MORAL: O IMPORTANTE NÃO É A MORTE, É O QUE ELA NOS TIRA.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

espera




A noite eleva as sombras

Deixa entrar a brilhante luz da manhã

E se fixa lá agora.

Para que eu fique fraca e morra de fome por piedade

O sono me deixou sozinha

Levar o valor de descobrir onde estávamos errados

É tudo que eu posso esperar

Impedir-me de cair

Dentro dos velhos sapatos da família

Como pude ser tão estúpida?

Um simplório pôde ver

Que você não é bom pra mim

Mas você é o único que eu posso ver.

Amor me fez uma tola.

Coloca-me no fogo e assiste como eu me debati

Incapaz de falar

Exceto de chorar e esperar por sua resposta

Mas você voltará no seu tempo

Falando de lugares fabulosos

Criar um oásis

Secar tão rápido quanto quando você se foi.

Você me deixou aqui queimando

Nesse deserto sem você

Tudo muda

Tudo cai aos pedaços

Não posso parar de me sentir perdendo o controle

Mas no fundo eu sei....

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Amor combina com liberdade


Havia um homem que possuía muitos pássaros.

Como vivia só, esses animais eram como filhos.

Gostava de todos, mas, havia um, que lhe era especial.

Se tratava de um velho canário belga, que ganhara do pai.

O pequenino pássaro, fora o primeiro de sua coleçãoe durante longo tempo, sua única companhia.

Mas um dia , sem motivo, o passarinho, apareceu doente.

De olhar melancólico nunca mais cantara, queria novamente a sua liberdade.

Perceber e aceitar esse desejo eram coisas que não entravam na cabeça do seu dono.

A atitude do companheiro parecia ingratidão.

Sempre lhe tratara bem.

Nunca lhe deixara faltar alimento e amor.

No entanto, agora essa! " Não vou soltá-lo" ! Concluiu.

Algum tempo passou, e o animal foi definhando cada vez mais.

Sua morte parecia iminente.

Não tendo outra escolha o velho homem deixoua gaiola aberta.

O canário com dificuldade andou até a portinhola, permaneceu algum tempo hesitante entre ficar e partir, mas, acabou decidindo pela segunda opção.

Aquele foi um longo dia; solitário e triste...

Na manhã seguinte, o bom homem acordou com um canto idêntico ao do pássaro que partira.

Abrindo apressadamente a janela deparou-se com o amigo que cantava como nunca havia cantado.

Essas visitas se repetiram ainda durante vários anos.

Com as pessoas acontece da mesma forma.

Amor não combina com algemas e prisões.

Quem ama deixa sempre às portas abertas à espera que o amor verdadeiro possa se manifestar.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

INVEJA


EU SÓ QUERO ESTAR NO TEU PENSAMENTO
DENTRO DOS TEUS SONHOS
E NO TEU OLHAR
TENHO QUE TE AMAR
SÓ NO MEU SILÊNCIO
NUM SÓ PEDACINHO DE MIM
EU DARIA TUDO PRA TOCAR VOCÊ
TUDO PRA TE AMAR UMA VEZ
JÁ ME CONFORMEI
VIVO DE IMAGINAÇÃO
SÓ NÃO POSSO MAIS ESCONDER
QUE EU TENHO INVEJA DO SOL QUE PODE TE AQUECER
EU TENHO INVEJA DO VENTO QUE TE TOCA
TENHO CIÚME DE QUEM PODE AMAR VOCÊ
QUEM PODE TER VOCÊ PRA SEMPRE