quarta-feira, 13 de julho de 2011

“Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.
Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.”
Clarice Lispector

Tô indo...



Tô tentando um novo dia
Um método novo
Com um novo sabor
De um jeito novo
Um novo jeito de levar a vida
Tô buscando novos amigos
Tô tentando novas relações
Tô atrás do imprevisível
Tô querendo rir da vida
Mais do que ela ri de mim
Vou tentar fazer do desapego
Mais do que ele fez por mim
Tô deixando de dar importância
E começar a me importar
Só com quem se importa comigo
Tô parando de pedir migalhas
Começando a aceitar o que não via
Tô abrindo os olhos
Tô abrindo mão

Laviolete

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Você colhe o que planta!

Amanhã começa uma nova fase da minha vida...que está em aquecimento a alguns dias...tudo está caminhando bem do jeito que planejei, todas as coisas, até as mais corridas estão fluindo.
Não repetir toda a ladainha de que vim para Santa Maria por amor e blábláblá...mas vou dizer que sim, quando saí de casa, lá de São Paulo, para viver uma nova vida, não imaginava que minhas metas iam se concretizando, passo a passo e estou chegando "lá".
Claro que tenho meu apoio em casa, minha base, que é meu Mário (é assim que o chamo quando falo dele hehe), que me aconselha e me motiva, e tudo o que estou comemorando devo a ele também. Toda a confiança, o entender de eu ficar fora a maior parte do dia me dedicando a meu trabalho...Que minhas conquistas, são as dele também.
Agradeço a Deus por ter do meu lado uma pessoas tão especial...vou agradecer por tudo estar fluindo bem.
Estou colhendo o que plantei...e muitas sementinhas ainda estão aqui comigo..pois nada terminou...só estou começando!
Se lembra quando me conheceu?
Ao vento, voando
Que cega de amor
Te procurava ansiosamente
E a arder de desejos
Se enrolava em teu corpo

Sou agora sombra escura
Cortante como lâmina
Emissária de gritos
Ressurgida do abismo.

Ando em redemoinho
Antecipando encontrar caminho
A fagulha de um olhar que se perdeu
Ainda a espera de um gesto teu.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

sexta-feira, 24 de junho de 2011

As pessoas gostam de ouvir falar de amor porque elas ainda acreditam nele. Por mais que nunca tenham vivido uma boa história, por mais que nunca tenham tido de verdade amor por alguém. Histórias de amor encantam, e levam nossa imaginação pra lugares desconhecidos. Ouvir falar de amor faz com que nasça em nós vontade de vivê-lo. Afinal, quem quer ouvir casos de desamor, de histórias trágicas, de finais infelizes, ou os não finais? Esses fatos já estão presentes em nosso cotidiano sem a gente precisar ir atrás. Agora o amor, o amor de verdade, está cada vez mais raro que chega a ser necessário buscá-lo em livros e histórias, já que não o encontramos mais por aí. Ou talvez a falta de contato com esse amor bonito fez com a gente não o reconhecesse mais.

Clarice Lispector